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MARDILÊ FRIEDRICH FABRE |
Procuro meu rumo perdido... Tropeço no desalento infecundo... Tento alcançá-lo com desespero profundo... Encontro apenas sentimentos adormecidos.
2 Jorram palavras latentes Um a um gotejam os versos. Nasce a poesia presente. O poeta desnuda-se...
3 Na estação do metrô, milhares de passos. O sem-rosto Zé, cansado, volta ao lar. Zé, ingênuo, acalenta sonhos também. Quer ser um, não dois Zés diferentes.
4 No topo do monte Calvário, Passivo, deixou-se conduzir. Nasceu para amor transmitir. Morreu para pecados redimir.
(May, 2008) |